domingo, 1 de junho de 2008

rafinha 2.0_


Nada como iniciar o blog com um vídeo brasileiro que contextualiza e conceitua tão bem a efervecência da nossa sociedade global!

"Se você ainda não tinha entendido o que estava acontecendo, ou queria resumir tudo pra alguém, aqui está um ótimo vídeo criado por Gustavo Donda e a equipe da TV1, apresentado na 1ª Conferência Web 2.0 sobre a revolução da comunicação e na economia causada pelas mudanças tecnológicas."

Rafinha, esse é o cara!

2 comentários:

Leonora disse...

Puxa!... Esse vídeo me instalou uma dúvida... que tem a ver com o meu lento processamento em relação à essas questões tecnológicas: se teria sido melhor eu nascer na “geração Rafinha”, onde tudo isso já é muito”natural” e portanto, sem grandes esforços pra apreender tanta carga de informação, ou na geração dos hippies e do psicodelismo, onde as viagens e os meios eram outros... Aí, eu não precisaria ter que ficar quebrando a cabeça e incomodada com a minha lentidão e falta de autonomia relativa à esses assuntos e ainda tendo que recorrer à qualquer criança ou adolescente pra me ajudar a desvendar esses mistérios tecnológicos! Sendo da geração hippie, eu teria tempo de, por exemplo, ler um livro... Quem sabe, um Aldous Huxley e seu “O Admirável Mundo Novo” e ficar achando o cara “muito dooooido!” por ser capaz de elaborar aquelas idéias tããããooo futuristas!!!

Mas pensando bem, sou de uma geração privilegiada, sabe? Por que peguei um soprinho dessa geração hippie e seu espírito de liberdade, e posso, ainda que com um certo esforço, usufruir das benesses da “geração Rafinha”! Sou de uma geração “elo” entre as duas! E quem sabe, se daqui há uns tempos a “geração Rafinha” não me proporciona a chance de fazer uma viagem de volta ao passado? Então, eu retornaria no tempo auge dos hippies e do psicodelismo, pra dizer a eles que o Huxley não era doido nada, mas sim, um visionário!


Nossa, Edu! Esse comentário acabou ficando um grande, não?!
Mas é que viajar é comigo mesmo! No barato dos pensamentos e das idéias... mas via internet!

Abração!

Inconsciência Autoral disse...

Prima,

Sua mensagem aborda questões fundamentais!

As tecnologias, que a princípio foram oferecidas para descomplicar nossa vida e automatizar tarefas cotidianas, tiveram tal impacto sobre todos nós que, ao invés de somente solucionar problemas, acabaram também criarando tantos outros. Isso é fato. Nossa vida nunca esteve tão corrida, entre comunicações via email, participações em comunidades, acesso a informações que nos fariam "perder" dias inteiros em bibliotecas (sinto saudades das tardes que passava na Biblioteca da Praça da Liberdade em BH fazendo meus trabalhos de escola)......

Mas tenho que trata-se de um processo natural e que devemos, na medida do possível, ficarmos mais tranquilos em relação a tudo isso. O fato de que essas possibilidades estejam tão próximas não significa que devemos experimentá-las todas. Mas acho que é bom saber que esses caminhos existem. Também não consigo acompanhar todas essas (r)evoluções o tempo todo, seria impossível! Mas é sempre bom ficar perto da turma que acompanha tudo (em sua maioria, realmente mais nova) e pescar o que pode realmente nos facilitar a vida e/ou nos encantar.

Também mantenho o meu pé no movimento hippie e no psicodelismo dos anos 70. Aliás, muita dessa cultura eu absorvi na sua casa, em meio a todos os seus LPs com coisas fantásticas (e até então desconhecidas quando eu tinha meus 11 anos... como Genesis, Pink Floyd, Andreas Vollenweider... ah, foi na sua coleção que eu conheci o primeiro disco do Supertramp, antes de eles se tornarem tão pop...).

Enfim, vamos usufruir do melhor que esses mundos podem nos oferecer!

Beijos e saudades!
Eduardo